TOC

Dr. Luan Diego Marques
Psiquiatra

Transtorno Obsessivo Compulsivo

O Transtorno obsessivo compulsivo ou, como mais conhecido pela sigla TOC, é caracterizado por pensamentos, impulsos indesejados e imagens recorrentes que se tornam uma obsessão. 

Em outras palavras, a pessoa com o transtorno tende a desenvolver atos mentais ou comportamentos repetitivos de forma compulsiva para diminuir, cessar ou prevenir toda a ansiedade que sentem. 

No entanto, não é obrigatório a existência de um comportamento compulsivo, por isso há dois tipos: 

  • Sem comportamento compulsivo, ou seja, mesmo com a predominância de pensamentos obsessivos não há comportamento
  • Com comportamento compulsivo que é caracterizado por obsessões seguidas por uma espécie de ritual (compulsão) em que a pessoa, exaustivamente, repete ações, o que pode afetar diretamente na qualidade de vida do paciente e das pessoas ao redor

O TOC (CID 10 - F42) é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade mais comum em mulheres do que em homens, afeta cerca de 1 a 2% da população, segundo a OMS. Só no Brasil cerca de quatro milhões de pessoas sofrem com a doença.

Geralmente, o transtorno obsessivo compulsivo é desenvolvido em torno dos 19 ou 20 anos, embora 25% dos casos começaram aos 14 anos.

O paciente com TOC acredita que, caso deixe de cumprir o ritual, algo terrível poderá acontecer e isso faz com que ele adote um comportamento irracional e repetitivo que, normalmente, segue um padrão de etapas bem determinada pela própria pessoa.

Nesse sentido, é comum que a doença se agrave à medida que não seja tratada ou diante de algum evento estressante, ou traumático

Sintomas

Os sintomas podem ser separados em obsessões e compulsões, como já citado.

Enquanto o primeiro se caracteriza por pensamentos repetidos ou impulsos, o segundo diz respeito a comportamentos ritualísticos. 

Os sintomas mais comuns são: 

  1. Medo de germes ou contaminação (obsessão), o que faz com que as mãos sejam excessivamente lavadas (compulsão)
  1. Preocupação intensa com limpeza (obsessão), levando o paciente a organizar, limpar e manter as coisas simétricas (compulsão)
  1. Revisão constante de atividades (compulsão), como conferir porta trancada, por exemplo, por conta de pensamentos (obsessão) que exigem verificação

Quando procurar ajuda médica

É comum que muitas pessoas confundam práticas comuns do dia-a-dia, pequenas manias, com sintomas de TOC.

Entretanto, levantar ou deitar sempre no mesmo lado da cama, manter a casa limpa ou o quarto organizado, não caracteriza a existência do transtorno.

Sendo assim, pessoas com TOC apresentam uma compulsão intensa e irracional, impossível de ser contida.

E é a partir disso que o médico poderá identificar a necessidade de ajuda de um ou mais especialistas.

Apesar de ser mais incomum em crianças apresentarem os sintomas, é recomendado que os pais procurem ajuda profissional caso identifiquem algum comportamento estranho, como, por exemplo, o ato de refazer ou verificar a tarefa escolar várias vezes.

Por não afetar de maneira direta a saúde, algumas pessoas consideram que não é uma doença que exija tanta atenção, mas estão erradas. Quanto mais cedo for reconhecimento e o tratamento puder começar, melhor vai ser para o paciente.

Diagnóstico

Como já mencionado, o diagnóstico e o tratamento precoces são muito importantes e essenciais para a recuperação.

O paciente com TOC costuma não perceber que tem um problema, associam os sintomas a características próprias ou traços da personalidade. 

Nesses casos, a procura de auxílio médico ocorre tardiamente quando já está bem difícil realizar atividades simples e diárias.

Normalmente, os seguintes médicos podem identificar a doença: clínico geral, psiquiatra, psicólogo, neurologista ou pediatra, no caso de crianças.

Para ajudar no diagnóstico correto de uma pessoa com transtorno obsessivo compulsivo, o médico responsável deve solicitar a realização de determinados exames e testes. Observe a seguir os mais comuns.

  • Exame físico. Este serve para excluir outras possibilidades dos sintomas ou condições de saúde. Geralmente, é realizado no próprio consultório médico.
  • Testes de laboratório. O mais habitual é que seja pedido um hemograma completo, triagem para verificar presença de álcool ou drogas e alguns exames de check up, como fezes, urina, coração, etc.

Além disso, é importante checar a função da tireoide e para iniciar tratamento medicamentoso com segurança.

  • Avaliação psicológica, a presença de um psicológico para descobrir sobre os pensamentos e padrões de comportamento também é essencial para a efetividade do tratamento. 

É comum que o especialista entre em contato com familiares e amigos próximos para entender melhor sobre a situação do paciente.

Ademais para alguém ser devidamente diagnosticado com TOC, de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, é preciso que siga alguns critérios específicos estabelecido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V).

Entre eles, de modo geral, pode-se encontrar o seguinte: 

  1. Preocupação extensa e detalhamento obsessivo com regras, listas, ordem, organização ou horários
  1. Perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas
  1. Relutância em delegar tarefas ou trabalhar em conjunto com outras pessoas
  1. Preferência pelo trabalho ao invés de atividades de lazer 
  1. Crises de obsessões e compulsões são demoradas, intensas e persistentes, e, ainda, afetam negativamente o funcionamento da rotina e a qualidade de vida do paciente, como, por exemplo, desempenhos no trabalho e na vida social

Tratamento

O tratamento do transtorno obsessivo compulsivo pode ser feito por meio da Terapia de exposição e prevenção de rituais.

Nessa técnica, o princípio é a exposição gradual a situações que contribuam para a ansiedade causadora das obsessões e rituais.

Os pacientes aprenderão a se controlar para não executar a compulsão.

Por exemplo, caso a pessoa tenha obsessão por contaminação e compulsão por limpeza, pode ser pedido para que ela encoste em alguma superfície suja ou em um vaso sanitário sem lavar as mãos depois. 

Nessa abordagem, é esperado que, com um tempo, a ansiedade causada pela exposição seja diminuída e futuramente cesse. 

Não são todos os pacientes que respondem positivamente a esse tratamento, mas ainda existem outras possibilidades.

Sendo assim, o inibidor seletivo de recaptação de serotonina ou o antidepressivo tricíclico clomipramina também podem ser usados. 

Além disso, a terapia cognitiva demonstra ser uma abordagem efetiva para algum dos sintomas do TOC.

Consulta

É comum que pacientes com TOC tenham uma boa resposta e retomem a normalidade desde que seja seguido a recomendação de tempo determinada pelo médico para cada tratamento.

Caso você esteja com sintomas, procure um profissional para saber sobre seu diagnóstico.

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