TDAH

Dr. Luan Diego Marques
Psiquiatra

Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno caracterizado, principalmente, pela falta de atenção, agitação e impulsividade.

É um distúrbio de neurodesenvolvimento, ou seja, que apresenta o surgimento na infância, normalmente, antes da idade escolar e pode acompanhar o indivíduo pelo resto da vida, podendo influenciar muito o desempenho social, acadêmico e, futuramente, o profissional.

Nesse sentido, crianças e adultos com déficit de atenção costumam demonstrar dificuldades na retenção e aplicação de conteúdos, além da dificuldade de se manterem concentrados ou tranquilos. 

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade costuma afetar cerca de 8 a 11% das crianças em idade escolar e é mais comum (cerca de duas vezes mais) o aparecimento da doença em meninos, porém depende do tipo.

Segundo o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5), existem três tipos e possuem diferentes graus, leve, moderado e grave. Observe abaixo quais são e qual é a sua proporção de acordo com o sexo. 

  1. Desatenção predominante: mesma frequência para meninos e meninas.
  1. Hiperatividade/impulsividade predominante: ocorre duas a nove vezes mais em meninos do que em meninas.

Muitas são as causas para o desenvolvimento do transtorno, fatores genéticos, bioquímicos, sensoriais-motores, fisiológicos e comportamentais são os mais habituais.

No entanto, há evidências relacionadas baixo peso no nascimento, deficiência de ferro, traumatismo craniano e exposição fetal a álcool, tabaco e cocaína.

Sintomas

Os sintomas do déficit de atenção com hiperatividade iniciam-se antes dos 4 anos ou, se manifestado mais tardiamente, até os 12 anos. 

A fase mais propensa para descobrir a doença é no intervalo entre os 8 e 10 anos.

Exclusividade para os pacientes que apresentam a desatenção predominante, o diagnosticado só será feito após a adolescência.

Os sinais de TDAH mais observados são: 

  • Desatenção: Geralmente, a desatenção é demonstrada em situações que a criança ou adulto deveria apresentar uma reação rápida, atenção sistemática ou que deveria estar de vigília. 
  • Impulsividade: atitudes precipitadas e de cunho negativo. Por exemplo, não pensar nas consequências que alguns atos podem ter. Tomar decisões precipitadas. 

Na criança esse sintoma pode ser manifestado ao atravessar a rua sem olhar e no adulto quando vai embora do trabalho sem pensar no que o seu chefe pode fazer.

  • Hiperatividade: a criança não fica parada nunca. É mais observado na igreja ou até mesmo na escola. Os adultos tendem a ser mais inquietos ou falantes.

Embora o TDAH seja um distúrbio infantil, alguns diagnósticos só podem ser feitos na adolescência ou vida adulta. 

Sendo assim, os sintomas mais tipicamente encontrado nos adultos são: 

  • Dificuldade de concentração
  • Dificuldade de concluir ou de se comprometer com tarefas
  • Mudanças de humor
  • Impaciência 

Por fim, pessoas com TDAH costumam possuir uma baixa tolerância para lidar com frustrações e isso leva a um comportamento mais agressivo e com muito teimosia.

Quando procurar um psiquiatra ?

Apesar do TDAH não comprometer a inteligência da pessoa, pela desatenção é possível que os indivíduos desenvolvam uma dificuldade de aprendizagem e em relacionamentos. 

Dessa forma, sentimentos ruins como incapacidade, fracasso, baixa autoestima podem surgir e com o decorrer dos anos e piorar exponencialmente.

Por esse motivo ainda, muitas crianças com déficit costumam ser mais imaturas e logo queixas por bullying começam a acontecer.

Isso pode contribuir para o desenvolvimento de outras doenças como a depressão, ansiedade, fobia social, TOC, cacoetes e tiques. 

Futuramente, essa situação pode levar ao abuso de substâncias psicoativas como álcool ou drogas. 

Portanto, o transtorno do déficit de atenção precisa ser investigado por um médico psiquiatra para que não desenvolva problemas mais sérios e um tratamento eficaz seja feito.

Diagnóstico

O diagnóstico do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade é clínico, ou seja, não precisa de exames específicos e precisa ser feito por médico especialista.

O processo diagnóstico considera a gravidade dos sintomas e, geralmente, as consultas são mais demoradas, uma vez que é necessário entender sobre toda a trajetória do paciente.

Isso faz com que seja preciso o questionamento de familiares mais próximos na primeira consulta, por conta do caráter hereditário da doença.

Além disso, questões relacionadas ao período gestacional, parto e pós-parto também são consideradas.

Outras perguntas sobre o desenvolvimento neuropsicomotor, sociabilidade e a escolaridade (para investigar a vida acadêmica no caso dos adolescentes) também serão feitas aos pais ou a outro familiar.

Só quando todos os dados forem recolhidos, o especialista será capaz de diagnosticar e tratar o déficit de atenção com hiperatividade.

Tratamento

O tratamento eficaz para o TDAH conta com o auxílio de grupos de apoio psicoeducativos, em que o profissional informa sobre o transtorno de maneira mais clara e objetiva, com o intuito de orientar tanto os portadores quanto os familiares.

Além disso, a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) também mostrou muitos resultados satisfatórios. Pois, auxiliam no desenvolvimento do portador de TDAH controlar seus impulsos e comportamentos que pioram a desatenção. 

Já em relação aos medicamentos, o tratamento é feito através de psicoestimulantes, aprovados pela ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Os principais são o Metilfenidato (Ritalina) e o Dimesilato de Lisdexanfetamina (Venvanse), ambos com uma eficiência de cerca de 78% para crianças acima dos seis anos, adolescentes e adultos.

A Ritalina é encontrado nas formas de liberação imediata (4 horas) e liberação prolongada (8 e 12 horas de ação).

Enquanto a Lisdexanfetamina possui uma ação prolongada de cerca de 13 horas.

As duas drogas proporcionam um efeito calmante no organismo e não demoram a mostrar os efeitos positivos.

Consulta

Lembre-se que apenas um profissional da saúde pode dizer qual o remédio mais indicado para o seu caso, a dosagem e a duração do tratamento. 

Desse modo, siga sempre a orientação, não se automedique e nem interrompa o tratamento.

Caso você tenha reparado o aparecimento de sintomas no seu filho ou observado em você mesmo, agende sua avaliação. 

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