Depressão

Dr. Luan Diego Marques
Psiquiatra

A depressão é uma doença psiquiátrica grave, crônica e bem prevalente na população em geral.

Segundo dados da OMS, Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com maior porcentagem de pessoas com depressão da América Latina. 

Atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo, variando em três graus: leve, moderado e grave.

Ocupa 1º lugar quando considerado o tempo vivido com incapacitação ao longo da vida (11,9%).

Ademais, baseado em estudo epidemiológico, cerca de 16% da população brasileira tem possibilidade de desenvolver depressão ao longo da vida e há prevalência de mulheres com o quadro (20% mulheres e 12% para homens).

Pessoas depressivas são caracterizadas com um humor instável, ou seja, constantemente alterado e é, normalmente, associado a uma tristeza profunda, sentimento de amargura, desespero, baixa autoestima, motivação e culpa.

Todas essas características podem influenciar no desenvolvimento de distúrbios do sono e do apetite também, que é bem comum em pessoas com depressão.

O principal ponto relacionado a depressão é a distinção da chamada “tristeza transitória” da patológica, uma vez que esse é o principal indício da doença.

Diante de problemas da vida, é comum que algumas situações ocasionam tristeza, mas para uma pessoa não depressiva, com um tempo é possível superar essas adversidades.

Já em casos de depressão, o paciente permanece com o humor deprimido praticamente o tempo todo, podendo levar meses, e, juntamente com isso, some o interesse ou a capacidade de realizar atividades que eram bem prazerosas. 

  1. Sintomas

Apesar de a depressão ser, principalmente, caracterizada por um estado de tristeza, existem outras evidências que podem servir de sinal para o desenvolvimento do quadro. Observe abaixo.

  • Transtorno do sono

Em relação ao ponto vista biológico, você deve ser ativo durante o dia e inativo durante a noite, está programado para isso. 

Desse modo, ao inverter essa ordem ou reduzir o tempo que deveria ser destinado ao descanso do corpo e da mente, isso pode significar desequilíbrios físicos e psicológicos. 

Isso acontece porque enquanto você dorme, o corpo libera hormônios, a atividade cerebral muda e a temperatura varia e ao interromper esse ciclo, o metabolismo é afetado e isso pode ser gatilho para a depressão. 

  • Perda de apetite

Comer repõe as energias perdidas ao longo do dia, mas também está associado a uma sensação de prazer.

Quem começa a entrar em um quadro depressivo, tende a deixar de sentir esse prazer, e, consequentemente, perde o apetite. 

É por esse motivo que é tão raro os casos em que o paciente se alimenta mais, uma vez que a comida não ameniza sua insatisfação e não serve mais como válvula de escape.

  • Variação de humor

Todo ser humano sofre mudanças de humor ao longo do dia, porém quando isso se tornar um fator limitante, ou seja, começa a impedir a realização das tarefas diárias, por exemplo, é possível que você esteja depressivo.

  • Isolamento social

Pessoas depressivas tendem a evitar algumas situações por ser necessário interagir ou por considerarem mais “seguro” a solidão em comparação ao meio social. Esse comportamento é uma armadilha e, normalmente, indica depressão ou outro distúrbio.

Quando procurar um psiquiatra

É recomendado buscar ajuda médica sempre que os sintomas permanecerem por um tempo. 

Afinal, muitas inconstâncias de sono e apetite, assim como outros sintomas, podem sim estar relacionados ao estresse, por exemplo. No entanto, não é normal permanecer dias seguidos nesse mesmo estado.

O ideal é procurar um psiquiatra e relatar tudo o que está sentindo, quando começou a se sentir assim e se já sofreu esses episódios em outras épocas.

Com as suas informações, o médico poderá diagnosticar se, de fato, é depressão, a gravidade e dizer qual é o tratamento adequado para o caso.

Diagnóstico

A depressão possui causas genéticas, que pode ser provocada por uma disfunção bioquímica do cérebro. 

Entretanto, não são todas as pessoas com predisposição que vão desenvolvê-la, uma vez que nem todo mundo reage da mesma maneira frente a fatores que funcionam como gatilho para as crises.

Nesse sentido, estresse diário, cansaço psicológico, doenças sistêmicas, acontecimentos traumáticos ou consumo de drogas e medicamentos, podem contribuir para o desencadeamento da doença em algumas pessoas e em outras não.

Além disso, como já mencionado, as mulheres estão mais vulneráveis ao estado e isso pode estar associado à grande oscilação hormonal.

O diagnóstico da depressão, por sua vez, é totalmente clínico, ou seja, o médico coleta todas as informações da história do paciente e realiza um exame do estado mental. 

Como não existem exames laboratoriais específicos para a depressão, para o diagnóstico correto é necessário a honestidade da pessoa relacionada aos sintomas e ao histórico também.

Caso necessário, pode levar algum familiar para ajudar no processo.

Tratamento

A Depressão é uma doença mental altamente debilitante e bastante associada a casos de suicídio, por isso é necessário que se faça um tratamento adequado, uma vez que pode estar colocando em risco a vida da pessoa.

Além disso, ela possui um caráter crônico e recorrente, isso significa que não some com o tempo, tende a permanecer ao longo da vida, principalmente, quando não é tratada.

Assim como em muitas outras doenças psíquicas, o tratamento é por meio da união medicamentosa e da técnica psicoterápica. 

Nesse cenário, apesar de a psicoterapia ser mais usada por pacientes de depressão leve, é indicada em todos os graus, pois tem como objetivo trabalhar as causas emocionais que desencadeiam o transtorno.

Desse modo, ao longo de cada sessão, o paciente será estimulado a refletir sobre o que pode ter causado a sua angústia, o que promove um maior autoconhecimento. A terapia cognitivo comportamental (TCC), normalmente, é a mais eficaz nesses casos.

Já em relação ao tratamento medicamentoso, a escolha do antidepressivo é baseada no subtipo da depressão, antecedente pessoal e familiar e na boa resposta a uma determinada classe, caso já utilizada.

Os remédios são muito importantes, porque auxiliam na dinâmica do funcionamento cerebral no intuito de promover o bem-estar e melhorar o humor.

Vale lembrar que uma vez interrompido por conta própria ou uso inadequado da medicação, o risco de cronificação é significativamente maior.

Consulta

A Depressão, portanto, não é preguiça ou "falta de força de vontade" é uma doença séria e que afeta grande parte da população. 

É essencial que a família dos portadores se mantenha informada sobre a doença, suas características, sintomas e riscos. Assim como também é preciso que prestem muita atenção no desenvolvimento do quadro das pessoas depressivas para avisar ao médico qualquer alteração.

Caso você esteja com algum dos sintomas ou com desconfiança de que pode ter depressão, não hesite em procurar uma especialista para seu diagnóstico.

Sua vida será mais fácil após iniciado o tratamento. 

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