Crise de Pânico

Dr. Luan Diego Marques
Psiquiatra

Normalmente, o portador da crise de pânico desenvolve sintomas agudos e pertinentes, podendo ser físicos e psíquicos. 

O quadro mais preocupante da enfermidade diz respeito a persistência dos momentos de crise, pois o paciente começa a se sentir inseguro e ter um medo constante, o que gera a esquiva fóbica.

Dentro da psiquiatria, a esquiva fóbica é definida como “comportamento de evitar situações ou objetos que causem ansiedade ou desconforto”.

Desse modo, o paciente começa a ficar cada vez mais restrito socialmente e, com um tempo, adquire uma altíssima dependência familiar por não conseguir realizar atividades cotidianas, além de poder desenvolver quadro depressivo.

A estimativa é que mulheres apresentam maior risco de contrair a doença do que homens, a uma proporção de 3:1.

Já em relação à população, cerca de 4% pode vir a desenvolver esse transtorno ao longo da vida, sendo mais comum na fase jovem adulto, próximo dos 20 anos.

Sintomas

As crises de pânico possuem peculiaridades em relação a cada paciente, podendo variar na intensidade e frequência também. Geralmente, a pessoa leva de 10 a 30 minutos para voltar ao normal, com uma recuperação gradual.

Outra característica alterável é “gatilho” responsável por desencadear a crise, enquanto alguns pacientes apresentam crises em situações específicas e outros podem desenvolvê-la sem motivo aparente. 

Nesse parâmetro, alguns dos principais sintomas psíquicos da Síndrome do Pânico são: medo, sensação de morte iminente, angústia, insegurança e desespero. 

Já os sintomas físicos se manifestam de forma bastante intensa, podendo, inclusive, mimetizar doenças clínicas graves com os infartos, acidente vascular cerebral e até convulsões.

Sendo assim, observe abaixo os sintomas físicos mais evidentes.

  • Parestesia

É definida como uma sensação cutânea subjetiva, como frio, calor, formigamento, dormência ou pressão. No entanto, no caso do pânico, é mais comum que seja formigamento. 

Esse formigamento ocorre, normalmente, nas mãos, que é uma das partes do corpo com maior sensibilidade ao toque, uma vez que é cheia de receptores neurais.

Entretanto, ainda que comece a se manifestar na mão, não significa que o problema tenha a origem lá, por isso é importante investigar a causa.

  • Sensação de asfixia 

O paciente apresenta uma dificuldade de respirar muito grande que é causada, geralmente, pela repentina aceleração cardíaca (outro sintoma bem persistente no quadro) e do medo de não compreender o que está acontecendo com o corpo.

  • Tremores

Como você já deve saber, a mente e o corpo são indissociáveis, sendo assim, a carga de adrenalina no organismo, hormônio liberado em situações de perigo, acaba por gerar essa reação física de nervosismo.

  • Sensação de enjoo e/ou tontura 

A situação de estresse sob a qual o corpo está submetido ocasiona reações fisiológicas também. 

Dessa forma, uma parcela razoavelmente grande de pacientes, cerca de 30%, costumam apresentar algum problema no sistema vestibular (órgão do ouvido interno).

Esse sistema é o encarregado de perceber os movimentos do corpo e como não está funcionando direito, o cérebro recebe informações erradas sobre a posição e espaço, o que pode levar a quedas e sensação de “flutuação”.

Quando procurar ajuda médica

Você não deve e nem precisa ter medo de procurar ajuda profissional quando você sente que algo está errado. Quanto mais rápido o problema for descoberto, mais rápido poderá ser encontrada uma solução para ele. 

Recomenda-se que você saiba seu diagnóstico para poder buscar tratamento da maneira que for eficiente. 

Nesse sentido, existem dois sintomas principais que devem despertar sua atenção em relação à Síndrome do Pânico. 

  • Despersonalização e desrealização

Em casos mais sérios, esses episódios são mais comuns. 

Esse sintoma é descrito como uma sensação recorrente de desligamento do próprio corpo ou dos próprios processos mentais. 

Acontece uma espécie de “separação do corpo”, durante a crise o paciente não consegue reconhecer o ambiente (desrealização) ou sente como se fosse um observador externo da sua vida (despersonalização).

  • Aceleração cardíaca

Apesar de ser um sintoma encontrado na maioria das pessoas com crises de pânico, é necessário tomar um cuidado especial com esse sintoma. 

Quando as amígdalas cerebrais estão em intensa atividade, o que normalmente acontece em situações de medo, ocorre uma descarga de adrenalina no corpo e isso faz com que o coração fique bombeando mais sangue e, consequentemente, aumente o batimento cardíaco.

As pessoas com Síndrome do Pânico sentem como se estivessem sofrendo um infarto. 

Diagnóstico

É difícil precisar a origem da crise do pânico, mas ela pode estar associada a uma condição genética, como a vulnerabilidade biológica, ou a aspectos de uma vida estressante que leva a um desajuste na resposta de risco. 

Isso significa que ocorrerá uma resposta amplificada de perigo em situações em que elas não seriam necessárias.

Sendo assim, algumas áreas cerebrais ficam mais sensíveis a pequenos riscos e determinam uma resposta aguda mediada pela adrenalina, o que causa grande parte dos sintomas físicos e psíquicos.

Então, o diagnóstico deve ser feito baseado no perfil do paciente. Alguns exames serão feitos para descartar a possibilidade de outras doenças, como distúrbios na tireoide, abuso de substâncias estimulantes, doenças cardíacas, respiratórias, entre outras.

Tratamento

O tratamento da crise de pânico é específico para cada caso.

De forma geral, pode ocorrer através de terapia, medicamentos e alteração do estilo de vida. 

Nesse cenário, é recomendado que os pacientes ansiosos pratiquem atividades físicas regulares, principalmente aeróbicas, tenham uma boa noite de sono, uma alimentação mais balanceada, evitando alimentos e substâncias muito estimulantes.

Tudo isso contribui para reduzir o quadro de estresse, além de melhorar a qualidade de vida.

Além disso, a terapia cognitivo-comportamental é muito útil nesse caso, uma vez que ela ensina a reconhecer os sinais iniciais de ansiedade e a gerenciar conscientemente algumas emoções envolvidas. 

Por fim, há a possibilidade de fazer a utilização de medicamentos que, normalmente, estão relacionados a restabelecer o bom funcionamento da serotonina.

Para isso, existem os calmantes de ação rápida (para cortar a crise) ou os de uso contínuo para prevenir os episódios de pânico.

Consulta

Geralmente, o tratamento dura entre 6 meses e 1 ano e os benefícios demoram algumas semanas para aparecer, mas, uma vez que aparecem, sua vida vai melhorar muito. 

Caso você esteja sentindo algum dos sintomas, não hesite em procurar ajuda médica.

Agende agora sua consulta

Agendar consulta

Agende uma consulta!

Psiquiatra em Brasília para tratamentos de Crise de Pânico, Depressão e Ansiedade. Verifique a disponibilidade de horários e faça seu agendamento online.
Agendar consulta
[email protected]
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram
0 Compart.
Twittar
Compartilhar
Compartilhar
Pin